23 Novembro 2007

Banda larga móvel mais barata que a fixa

Você paga mais caro para ligar do celular, seria lógico deduzir que a internet banda larga da Claro também fosse mais cara, mas não é o que está ocorrendo. São R$ 69,90 por uma conexão de 500Kbps, e R$ 99,90 por 1Mbps. Já está disponível em Brasília, Fortaleza, Porto Alegre e Recife, na primeira semana de Dezembro estará disponível em São Paulo e Rio de Janeiro.

13 Novembro 2007

Lançamento do iPhone na Europa: sucesso?

Os resultados de vendas do lançamento do iPhone no Reino Unido e Alemanha neste fim de semana sugerem que o estrondoso sucesso do aparelho nos EUA não se repetiu, embora com alguns sinais de boas vendas.

Como nos EUA, houve uma preparação nos principais revendedores para aguardar o início de vendas do iPhone.

Algumas lojas tiveram aumentos significativos em número de seus funcionários enquanto outras optaram por horários estendidos de funcionamento.
Apesar de não reportados números exatos de vendas na Inglaterra, o aparelho foi comentado como "o mais vendido de todos os tempos", com cerca de dezenas de milhares vendidos desde sexta-feira.

Na Alemanha foi bastante comentada a falta de algumas características tecnológicas da sua versão americana, com destaque para o uso da tecnologia EDGE, enquanto que a versão original usa 3G na falta de uma conexão wireless presente.

Cerca de dez mil aparelhos foram vendidos apenas na sexta-feira em mais de 700 lojas no país. Mesmo assim o sucesso de vendas obtido não se equiparou com o dos EUA. Alguns jornais chegaram a publicar como manchete: "iPhone falha em conquistar a Alemanha".

O terceiro mercado será a França, onde a empresa de telecomunicações Orange lançará o iPhone no dia 29 de novembro.
Qual a função do design?

Eduardo Santos (e-mail) é desenvolvedor de aplicações voltadas para web e desktop. Formado em Técnico em Sistemas de Informação, possui conhecimento das mais diversas ferramentas e tecnologias existentes no mercado, desde ferramentas gráficas, a bancos, linguagens e rede.
Design está na moda. Usam essa palavra para se referir a uma porção de coisas, e que nem sempre tem de fato relação com Design. Essa palavra chama a atenção em capas de revista, temas de palestras, cursos e campanhas publicitárias. As várias interpretações e o pouco esclarecimento sobre a real função do Design geram uma grande confusão e pouca eficácia no processo de criação para Web, assim como em outras áreas.

Qual a função do design?

"Tio, o que é Design?"
Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto (em nosso caso um Web Site), a adaptação de um produto a necessidade dos seus usuários, cativando o seu uso através da estética, aplicando-se conceitos e usabilidade a sua forma. Porém não é difícil encontrar profissionais, empresas, cursos, matérias de revistas e conversas de botequim, associando o Design à produção de imagens, ou resumindo-o na manipulação de um Software específico.

Os Softwares são apenas ferramentas, e não garantem a qualidade do projeto. Nenhum software deve ser encarado como uma solução pronta. Existem diversos Softwares diferentes e com funções similares, e a escolha sobre qual utilizar deve ser de cada um. A definição do que é Design vai muito além do Photoshop.

O Design é uma área projetual. Sua função é responsável por gerar desempenho, qualidade, durabilidade e aparência a um produto. Cada trabalho a ser realizado exige planejamento, pesquisa, criatividade e técnica. Ao contrário do que muitos pensam, a função do Design não está vinculada pura e simplesmente a produção de imagens.

"A função do Design, além da estética, é tornar um produto funcional. É transformar Informação em Comunicação!"

Na produção de um Web Site (assim como em outros produtos) deve-se elaborar um projeto coerente, que forneça soluções eficientes e eficazes em usabilidade, desempenho e comunicação, focadas nas necessidades do Público Alvo. Não é um trabalho apenas criativo, mas também de planejamenthttp://meu.imasters.com.br/autor/publicacao/Voltar ao indice de artigoso e de pesquisa. Produzir um Web Site inevitavelmente exige "Pensar".
Portanto, além da manipulação de Softwares, existem alguns métodos de planejamento e pesquisa que se deve conhecer, além de conhecimentos conceituais sobre como trabalhar a Pregnância da Forma.

"Tio, por onde começar o Projeto?"
"Briefing é um documento onde são colocadas as informações e dados necessários para a criação de qualquer projeto, como objetivos, propósitos, informações sobre o cliente, o produto a ser divulgado, o público alvo, prioridade das informações, imagem a ser transmitida, motivações, etc."
Inicialmente, devem ser coletadas e organizadas as Informações para o projeto. Utilizar elementos dentro de qualquer peça gráfica sem um estudo do caso é um equívoco que compromete a comunicação e a funcionalidade. Há que se levar em consideração diversos fatores tais como: o objetivo do projeto, o produto a ser divulgado, o público alvo (sexo, idade, cultura, classe social, etc), Identidade Visual, Motivações, etc. Para realizar tal estudo do caso, nada melhor do que ter em mãos um Briefing bem elaborado. O ideal para a elaboração desse documento é reunir-se com o cliente, tirando suas dúvidas, esclarecendo detalhes e orientando-o sobre conceitos e tecnologias. Quando esse processo de elaboração não é possível de se realizar com o cliente, pode-se enviar a ele um documento com perguntas a serem respondidas, o que nem sempre é satisfatório. É possível encontrar vários modelos e exemplos de Briefing na Web, dando uma noção de como esse documento deve ser feito. No entanto o ideal é não seguir um modelo, e sim elaborá-lo sempre de acordo com a necessidade do projeto.
Após a análise do Briefing e com as devidas pesquisas feitas, o próximo passo é a Arquitetura da Informação. Como organizar a estrutura da interface e a distribuição das informações em categorias, além de priorizar a comunicação de informações mais relevantes. O documento apropriado para especificar a ordem e o posicionamento dos elementos que vão compor a página é o Wireframe. Através de uma forma esquemática, ele representa a distribuição e a hierarquia das informações a serem comunicadas. A partir dos posicionamentos do Wireframe é que se constrói o Layout.
"Cada elemento do Layout deve ter uma função"

Layout
Uma vez que uma das funções do Design é transformar Informação em Comunicação, nenhum elemento dentro do Layout deve estar lá sem comunicar algo. Elementos desnecessários podem confundir, poluir e dificultar o acesso e o entendimento das informações. Para um bom trabalho, é necessário fazer um estudo de conceitos visuais e de comunicação. Deve-se ter consciência do porque usar determinadas Cores, Fontes e Formas, e qual imagem e sensações esses elementos estão passando para o usuário.
Combinações cromáticasAs Cores têm poder de comunicação bem maior do que se imagina. É importante saber trabalhar com a Psicodinâmica das Cores, para que elas transmitam a imagem e as sensações orientadas no Briefing. Cada cor transmite informações, sensações e emoções diferentes. Uma boa introdução neste assunto é encontrada no site Color in Motion, que por meio de uma animação, dá exemplos de sensações e emoções que cada cor pode representar.
Para elaborar a Paleta de Cores de um site, é importante saber como trabalhar as Combinações Cromáticas. Por mais que se saiba que cores transmitem as sensações desejadas, é essencial saber como combina-las. Nesta tarefa é essencial ter em mãos um Círculo Cromático.
Uma ótima ferramenta que pode nos auxiliar na elaboração de uma Paleta de Cores é encontrada no endereço http://kuler.adobe.com.
"Toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras"

Tipografia
Outro fato que se deve ter em mente é que toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras. Sendo assim, é importante ter um bom conhecimento de como trabalhar com a Tipografia. Para comunicar uma idéia deve-se trabalhar com fontes que priorizem a legibilidade e que tenham relação com o contexto do projeto. Deve-se saber, por exemplo, que fontes com Serifas não são indicadas para inclusão de textos na Web, pois a baixa resolução dos monitores faz com que as Serifas se sobreponham e dificultam a leitura. Porém, em títulos elas podem ter um bom resultado decorativo. Fontes sem Serifa conseguem ter uma maior legibilidade no monitor, principalmente se trabalhadas com um bom entrelinhamento. Existem diversas famílias tipográficas, cada qual com uma aplicação especifica, de acordo com o contexto. Saber escolher bem as fontes a serem usadas é um ponto importante na comunicação.

Gestalt
Outro fator que auxiliará na Pregnância da forma é a aplicação das leis da Gestalt em nosso projeto. Segundo a Wikipédia, Gestalt é um termo intraduzível do alemão, utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma. Aprendendo a analisar as manifestações visuais e objetos ao redor, compreende-se melhor o porquê algumas formas agradam e outras não, podendo assim trabalhar esses fatores em nossos projetos. O estudo da Gestalt compreende a "integração das partes em oposição à soma do todo: estrutura, figura e forma". Leis da Gestalt, como Unificação e Segregação, Fechamento, Boa continuidade, Proximidade e Semelhança, ajudam a orientar o processo de criação e obter resultados satisfatórios. Uma boa referência de Estudo sobre o assunto é o livro "Gestalt do Objeto: Leitura Visual da Forma", do professor João Gomes Filho.

Gestalt
Os processos e conceitos necessários para se tornar um Designer não se encerram aqui. Outros conhecimentos, como Semiótica, Antropologia, Arte, técnicas de composição, além da busca de boas influências, são essenciais na formação de um profissional. Porém, a partir daqui pode-se ter uma compreensão mais clara do que é Design, além de uma direção para iniciar os estudos.

01 Novembro 2007

Trailer da excelente e premiada animação de Leanndro Amorim e Fernando Jorge.Contra sobre um boneco de barro de lampião q ganha vida e agita uma pacata vila sertaneja.

I Fórum Gestão do Design Belas Artes

Os alunos e ex-alunos do curso de pós-graduaçaõ Gestão do Design do Centro Univeritário Belas Artes de São Paulo convidam você a participar do 1º Fórum Gestão do Design Belas Artes.

Durante os 2 dias, profissionais experientes da área de design corporativo apresentarão idéias e cases de como a gestão do design ajuda as empresas a se destacarem diante da concorrência acirrada no mundo globalizado. No final de cada dia, os presentes participarão de um debate com os palestrantes e um mediador.

Carlos Zardo - Packing DesignJaime Troiano - TroianoFilomena Padron e Luciana Villanova - NaturaEduardo Muniz - Top BrandsErh Ray - BorghiErh LoweMelissa Szuster - Szuster Arquitetos Associados
Inscrições gratuitas
Centro Universitário Belas Artes de São Paulo - Unidade IIAuditório Raphael Galvez Dazzani (1º subsolo)Rua Dr. Alvaro Alvim, 90 - Vila Mariana.
Não existe webdesigner
Existe o designer que faz web.

Sobre esta discussão, Alexandre Wollner*, um dos mais importantes designers gráficos do país, é taxativo. Ele diz que “o web design é um fragmento do design. Não existe web designer.

Existe o designer que faz web e este profissional tem que aprender tudo, tipografia, fotografia, semiótica, gestalt, matemática, ótica, percepção, comportamento humano, etc. Senão, ele não consegue fazer web”.
Toda afirmação taxativa deve ser analisada de acordo com o seu contexto, levando-se em conta quem disse e porque disse.

Nesse sentido, devemos ler esta afirmação de Wollner levando em conta sua formação acadêmica e sua luta pelo design no Brasil. A formação de Alexandre Wollner vem de uma escola de design com inclinação científica, a Escola Superior da Forma de Ulm, que foi a precursora do primeiro curso de design no Brasil (Escola Superior de Desenho Industrial - Esdi, no Rio de Janeiro).

Analisando mais a fundo a afirmação, observa-se que um designer que faz web precisa (lendo nas entrelinhas do discurso de Wollner) de um processo criativo bastante aguçado. E onde começa este processo criativo? Com certeza começa no momento em que você decide que quer ser um designer. A partir deste momento, tudo que você olhar, sentir ou fizer irá alimentar a sua “inteligência visual” e contribuir para que você se torne um verdadeiro designer.
Mas não para por aí. O que Wollner diz também é que apenas alimentar nossos sentidos com informações visuais não é suficiente.

Para entender mais esta questão, pense no seguinte: um design bem feito parece sempre ser muito simples, parece inclusive ter sido feito sem esforço algum. Esta sensação é, sem dúvida, um dos propósitos do design. Quando nós encontramos um design assim, que nos inspira, queremos poder fazer algo tão bom quanto ou melhor do que o que estamos vendo. E por parecer tão simples, temos certeza absoluta de que somos capazes de fazer algo assim também.

Mas no momento em que partimos para a prática, notamos que tudo é muito mais difícil do que parecia à princípio.Isto acontece porque design não é feito simplesmente de estética e emoção. Esses são apenas alguns elementos da função do design. Existem muitos outros elementos no processo de criação do design, como o mercado, o produto em si, a usabilidade e o ambiente onde este design vai existir. Existe uma necessidade de se atualizar a relação da tecnologia com os designers para além da expressão artística. O termo design se relaciona não só com a criatividade, mas também com a tecnologia, com o significado, com a linguagem.

Daí a necessidade de uma formação mais sólida por parte dos designers (inclusive aqueles que fazem web), uma formação que seja capaz de “traduzir” as informações visuais que nos bombardeiam constantemente em elementos que possam gerar uma inteligência visual. Esta formação não deve ser entendida como uma amarra à nossa criatividade, muito pelo contrário. É ela que vai propiciar o surgimento de um profissional muito mais seguro na hora de expressar sua criatividade.

* Alexandre Wollner (1928 - ) começou seus estudos no Instituto de Arte Contemporânea criado por Pietro Maria Bardi no Masp. Esta passagem pelo IAC propiciou-lhe uma vaga na Escola Superior da Forma de Ulm, Alemanha. De volta ao Brasil, participou da criação da Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro. É autor de célebres logomarcas, como a da Klabin, da Santista, da Eucatex e do Itaú. [Webinsider]