31 Janeiro 2008

Veja quais são as 10 tecnologias que prometem emplacar em 2008

São Paulo - Da busca semântica e computação tátil até mídias locativas e modelo de software como serviço.


Confira as tecnologias de 2008.

Da popularização da banda larga móvel às cada vez mais presentes interfaces táteis, 2008 promete alavancar tecnologias que começaram uma invasão em massa no ano anterior ou que têm se desenvolvido nos últimos anos e estão prestes a emplacar.

Confira abaixo as 10 previsões para o próximo ano, segundo analistas da área e fatos noticiados em 2007.

Internet Móvel
Com a chegada da terceira geração de celular (3G), os usuários conquistaram velocidade no tráfego de dados com a banda larga móvel e, mais que isto, concorrência entre as operadoras que deverá derrubar os planos de acesso. No Brasil, teve início no dia 18 de dezembro de 2007 o leilão de faixas para a implementação da tecnologia no País.


Segundo previsões do IDC, o aumento da adoção de web móvel será conduzido também pela popularização de smartphones e pelas redes abertas e plataformas públicas, como o Android, do Google.Em março deste ano, a canadense Nortel Networks fechou parceria com a TVA para iniciar os primeiros testes com a tecnologia de banda larga móvel sem fio WiMax no Brasil. Sem novidade, porém, ainda falta que a Agência Nacional de Telecomunicações regule oficialmente o padrão.


Notebooks educacionais
No início de dezembro, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Assessoria Especial da Presidência publicaram o edital responsável por escolher o notebook educacional que será usado em colégios públicos selecionados no Brasil a partir de fevereiro de 2008.Pelo jeito, agora vai. Após negociações com as empresas responsáveis que calharam em visitas tanto de Nicholas Negroponte, da One Laptop per Child, como de Paul Otellini, da Intel, o Governo resolveu distribuir 150 mil laptops para mais de 220 escolas públicas brasileiras em fevereiro de 2007.
A Positivo Informática venceu a primeira etapa do pregão, que começou no dia 19 de dezembro, mas ainda não tem garantido o direito de repassar os milhares de ClassMate PCs ainda - o Governo pretende pagar bem menos que o preço oferecido pela fabricante nacional.

TV Digital
No dia 2 de dezembro, São Paulo deu início às transmissões de TV Digital aberta. Com alta qualidade de imagem, os brasileiros darão adeus aos chuviscos e fantasmas. Darão, isto sim, quando o sinal chegar a eles.Embora os consumidores ainda saibam pouco sobre a nova tecnologia, a disseminação da mesma deve ocorrer quando conversores - necessários à transmissão digital - mais baratos chegarem às lojas brasileiras, assunto que esteve no vórtice da discussão.
Enquanto o ministro Hélio Costa prometia aparelhos por 200 reais, a indústria apresentou modelos que custavam mais de mil reais. Acrescenta-se a isto que o público ainda não tem recursos de interatividade, prometidos para um semestre após a estréia. O Instituto de Defesa do Consumidor aconselhou que as pessoas aguardem alguns meses para entenderem melhor as consequências da novidade. O presidente Luis Inácio Lula da Silva anunciou incentivos para baixar o preço do conversor, o que deve auxiliar para que 2008 seja o ano de consolidação da tecnologia.

Modelo de software como serviço
Segundo o Gartner, a tendência é que nos próximos anos as empresas diminuam seus gastos com software, sendo um dos fatores responsáveis por esta mudança o modelo de software como serviço (Saas), em que o que vale não é ter o software, mas usá-lo conforme suas próprias necessidades.A previsão é de que um quarto de todos os novos negócios de sofware sejam entregues sob o formato em 2011. Enquanto isso, o modelo ganhou licença de código aberto baseada na GPL.

Junto ao lado corporativo, as portas para aplicações hospedadas online também se abrem para usuários finais, com um investimento cada vez maior em aplicativos corporativos, como o OpenOffice.org ou o Google Docs, se popularizando.


Fabricantes de hardware no varejo
Enquanto a Apple Store chegou ao Brasil camuflada em quiosques na rede varejista de supermercados Extra, a empresa de Steve Jobs estaria negociando com a Fast Shop para trazer a genuína Apple Store ao País em shoppings paulistanos.
Além de Apple, outras integradoras de desktops e notebooks parecem estar de olho no varejo brasileiro, amplamente estimulado pelo programa federal Computador para Todos.
Em dezembro, a Dell estendeu seus acordos no varejo para a rede brasileira Ponto Frio, após em maio fechar a primeira parceria com a americana Wal-Mart e, em seguida, com o Carrefour - restrita ainda à França, Bélgica e Espanha. O ingresso na rede varejista brasileira, pelo Ponto Frio, também foi dado no final de 2006 pela fabricante Lenovo.

TI Verde
A consultoria Gartner afirma que, no próximo ano, os preceitos praticados em 2007 pelas empresas de tecnologia para diminuir o impacto ambiental de seus produtos continuarão.Um exemplo de ação é a iniciativa da Sony, que anunciou um programa de reciclagem de eletrônicos em agosto de 2007. Em maio, Steve Jobs, por sua vez, prometeu produtos mais verdes após ser acusado pela GreenPeace de ser a empresa de tecnologia que menos respeita o meio-ambiente.

Redes Sociais
Em 2007, o Facebook abriu sua plataforma para desenvolvedores e se popularizou graças à enorme quantidade de aplicações agregadas à rede social.

Seguindo o mesmo caminho, o Google criou a plataforma aberta para redes sociais OpenSocial, que tem por objetivo espalhar aplicações sociais para a web e iniciou uma espécie de "guerra velada" com o FaceBook em nome dos dois padrões abertos.
As redes sociais estiveram também no centro de uma tendência que começa a ganhar força em 2008: a profissionalização das comunidades. Depois do brasileiro VideoLog, o YouTube abriu um programa para dividir receita de vídeo com seus criadores, algo estudado também pelo serviço de fotos Flickr para remunerar seus melhores fotógrafos.

Mídias locativas
As etiquetas de identificação por radiofrequência RFID e a popularização de telefones celulares com suporte multimídia estão sendo aplicadas para a criação de mídias locativas, que permitem ao usuário, por exemplo, obter informações turísticas pelo celular sobre a capital portenha, Buenos Aires, em frente a seus monumentos.

Com celulares habilitados pelas operadoras locais, a pessoa pode enviar uma mensagem de texto para o número reproduzido em placas de mármore em pontos de turismo da cidade e recebem podcasts com materiais explicativos sobre o local.A chamada realidade expandida é praticada, há algum tempo, pela tecnologia GPS (Global Positioning System), cujo uso têm se popularizado no Brasil com o lançamento do GPS 6110 Navigator, da Nokia, e dois navegadores para veículos lançados pela TomTom.A TIM, por sua vez, em 2007 também passou a oferecer navegação por GPS em aparelhos BlackBerry. A venda de celulares com GPS dobrará até 2012, segundo a ABI Research.

Busca semântica
Interpretar o sentido das palavras digitadas em um mecanismo de busca para entender o que o usuário procura e lhe devolver as páginas corretamente relacionadas aos termos é a característica da busca semântica, que começou a engatinhar em 2007 e deverá ter suas primeiras aplicações práticas no próximo ano.
Exemplo disto é o projeto OmniFind Personal Email Search, oferecido gratuitamente pela IBM em dezembro, que usa regras pré-definidas para encontrar informações específicas em um grande volume de e-mails do usuário final.
O criador da web, Tim Berners-Lee, afirma que a web semântica representa o futuro da rede. O engenheiro do Google, Nelson Mattos, afirma interesse da gigante de buscas em investir em características voltadas à semântica.

O crescente volume de dados armazenados pelas empresas serão algo de integração e gerenciamento de metadados, segundo o Gartner, o que levará à otimização de novas oportunidades para as empresas.

Computação tátil
Tecnologias táteis adaptadas a diferentes ambientes está entre os pioneirismos previstos para 2008 pelo Technology Pioneers 2008. A tecnologia estará presente, no próximo ano, para controle de gadgets, dispositivos móveis, notebooks, desktops e outras aplicações.No mercado, a Microsoft oferece telas sensíveis ao toque no computador Surface. A mesa digital pode, com controle total pelo tato, sincronizar câmeras, indicar caminhos e reproduzir fotos.Do outro lado, a Apple lançou o iPhone, com um teclado virtual onde o usuário digita os números e comandos diretamente na tela multi-touch.

27 Janeiro 2008

Design-police. A cartela de adesivos do designer atento
São 5 paginas de adesivos (em inglês) com expressões de denúncias e sugestões de modificações para melhorar o design.

Coisas como:
Ajuste o espacejamento!
Consulte um tipógrafo
Comic Sans é ilegal
Hifenise
Legível até do espaço
Necessário um microscópio
Ilegível
perigo: não use Word Art
Insira uma quebra de linhas
Desligue o CAPS LOCK
Alerta: Espacejamento duplo!
Microsoft Word não é ferramenta de design
Faça de forma simples
Consulte um designer gráfico
Idéia roubada de:
Estilo copiado de:
Alinhe isso!
Boa idéia perdida em execução pobre
Aprenda teoria das cores
Isso não comunica
Não use clipart
Imagem esticada
Design cliché
Fotógrafo necessário
Ilustrador necessário

Quem tiver disposição de traduzir todos, manda pra cá que hospedo com créditos! E não se esqueça de incluir o “logomarca não existe

Imprima e use com propriedade e sem dó. Dica do Nando Rocha no Twitter.

Por favor certifique-se que esses adesivos serão usados para propósitos legítimos. Você é responsável pelo bom uso destes. O Design Police não tolera vandalismo ou dano criminal.

23 Janeiro 2008

TV digital coloca a propaganda em um dilema

Se o público pode customizar o que deseja ver na TV, possivelmente vai eliminar conteúdos publicitários. E o que faremos nós, publicitários? Criar um opt-in para a publicidade? Criar entretenimento?

Enfim, a TV digital entrou em funcionamento no Brasil, após muitas discussões sobre padrões e formatos.
Todas as emissoras já adaptadas a este novo padrão de transmissão (e recepção) do sinal televisivo gabam-se, neste momento, de possuírem imagem e som com qualidade similar a de aparelhos de DVD, como se esta percepção fosse crucial ao estilo de vida de um consumidor médio.

Os primeiros aparelhos capazes de captar e reproduzir o sinal digital são vendidos a cifras consideráveis e um novo mercado tomou forma, o de conversores de sinais analógicos, para reduzir um pouco a crise existencial de quem acabou de comprar aquela TV de plasma com 52′’ que não processa o sinal digital.
Prender-se unicamente à qualidade de transmissão é subvalorizar, contudo, a potencialidade de digitalização na transmissão da informação e, ao que parece, esta é a única possibilidade comunicada pelas grandes redes às massas.

Qualquer conteúdo que possa ser digitalizado é mais facilmente controlável, digo, está mais suscetível à manipulação, alteração e propagação. Desde o surgimento do MP3, a indústria fonográfica passa por uma crise, tentando criar mecanismos para impedir a propagação de softwares P2P e da livre distribuição de músicas pela rede. Não fazendo apologia a nenhuma prática, mas tendo um olhar isento sobre a situação, qualquer iniciativa no sentido de coibir tal prática será inútil. O conteúdo digital é composto de bytes, intangíveis e, portanto, não cerceáveis.

Não entrando no mérito da questão acima, a digitalização da transmissão televisiva nos oferece algo muito maior do que imagens mais nítidas - nos oferece a possibilidade de manipular, alterar e propagar seu conteúdo. Na prática, qualquer televisão poderia comportar-se, inicialmente, como uma TiVo, ou seja, seria possível gravar, pausar, acelerar, retroceder qualquer programa de televisão que estivesse sendo exibido. Em breve veremos televisores sendo vendidos “com HD de x Tbs”. A customização da grade televisiva também é possível a partir do momento em que cada programa não passa de 0s e 1s. O Joost já pensa nisso desde sua criação e, agora, seu conceito poderá ser levado às grandes redes de televisão.

A digitalização de conteúdo televisivo abre uma gama de possibilidades para distribuição e manipulação de conteúdo, algo próximo do que o surgimento do conceito de internet trouxe para o mundo da informática.

Consideremos que, num dado momento, os telespectadores deixarão de ser passivos com relação à programação que lhes é apresentada e passem a interagir com ela, num primeiro instante apenas customizando-a e determinando o que é ou não relevante. Por exemplo, poderíamos escolher não assistir programas de esporte ao meio-dia e, em seu lugar, exibir os episódios de Friends. Num segundo momento, parodiando o que se chama de “web 2.0” (que, como havia dito anteriormente, nada mais é do que efetivamente a aplicação do conceito de rede à internet), usuários poderiam montar seu próprio canal de TV e colaborarem com a programação das grandes redes.

Além de termos controle sobre o que nos está sendo exibido, pode-se também pensar na interação comercial entre espectador e programa. A princípio vamos pensar numa operação de e-commerce integrada à publicidade apresentada na TV: pausa-se o programa em exibição e, com o controle remoto, pode-se adquirir online o produto que está sendo apresentado em um anúncio (ou coloca-lo em sua lista de desejos, ou solicitar mais informações, ou navegar no website da empresa em uma tela PIP - Picture-in-picture); a compra de um determinado produto também pode ser feita em meio a uma programação comum: gostou do telefone que está sobre a mesa de centro durante a cena daquela novela? Clique e compre, depois volte a assistir o capítulo do dia.

Nada disto é oferecido pelas concessionárias de TV porque elas ainda não sabem como operacionalizar e aplicar este modelo de negócio a uma mídia que, há mais de 80 anos, desde o primeiro invento de John Logie Baird (e a transmissão de uma imagem do Gato Felix) está acostumada a tratar seus espectadores como seres passivos, cuja única interação, até então, era o clique do controle remoto para mudar de canal ou aumentar o volume.

Num âmbito onde o usuário decide o que quer assistir como a propaganda estará inserida?
Além da customização da transmissão televisiva, à primeira vista, é de se supor que, havendo a possibilidade de eliminar qualquer conteúdo publicitário, ninguém (à exceção de publicitários) permitirá com que fossem exibidos filmes de produtos em sua programação. O que faremos então? Criar um opt-in para a publicidade? Ou seja, “quero assistir somente comerciais das seguintes empresas: x, y e z”, lá se vão os conceitos atuais de cobertura e freqüência em mídia; a cobertura será igual ao número de usuários que optaram por assistir à seu filme publicitário e a freqüência às vezes que ele decidiu assisti-lo (alguém assistiria a mesma comunicação publicitária mais de uma vez se não fosse forçado?).

Pode ser uma saída interessante mas, caso o opt-in fosse implementado em massa, como uma nova marca ou novo produto seria conhecido se não existem usuários que optaram por não conhecê-los e relacionarem-se apenas com aquelas empresas ou produtos que já estão familiarizados? Neste momento entra um discutível aspecto da propaganda como entretenimento e utilidade, a ser abordado em futuro artigo.
Pense nas discussões e mudanças causadas pela digitalização de conteúdos em áudio (MP3, iPods e afins) e, a isto, potencialize o impacto na mídia que ainda é a mais consumida no mundo todo.
Internet deve ter forte crescimento na China em 2008

O mercado da internet na China pode crescer 40% em 2008, para 16,35 bilhões de euros, segundo a empresa de consultoria chinesa CCID, especializada no setor.
"Os jogos e o comércio pela internet serão as forças motoras desse forte crescimento previsto", disse Tan Bin, analista da empresa de consultoria "China Economic News".

Segundo um estudo elaborado pela CCID, o mercado de jogos pela internet cresceu 74,6% em 2007, para 1,14 bilhão de euros, com expectativas de crescimento para até 1,87 bilhão em 2008.
O comércio eletrônico, que se iniciou com a venda de livros e discos, transformou-se em uma plataforma para produtos como seguros, aço ou medicamentos, acrescentou Tan.
A venda de produtos pela rede virtual na China subiu 68,9% em 2007, para 1,8 bilhão de euros, com expectativas de crescimento de 65% em 2008.

Segundo Tan, a publicidade na internet também crescerá significativamente, em função dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, em agosto.

O crescimento previsto deste setor em 2007 é de 49%, para 690 milhões de euros.

A empresa de consultoria chinesa CCID foi a primeira a negociar no mercado de empresas emergentes da Bolsa de Hong Kong e é filial do Centro Chinês para o Desenvolvimento da Indústria da Informação.

21 Janeiro 2008

Metade dos internautas americanos vêem vídeo online

Quase metade dos americanos adultos online (48%) afirmou visitar sites de vídeo, de acordo com estudo divulgado na quarta-feira (09/01) pela Pew Internet & American Life Project. O número revela um crescimento anual de 45%, já que um ano atrás o índice era de 33%.

Cerca de 15% dos entrevistados disseram que usaram um site de compartilhamento de vídeo apenas um dia antes de participarem da pesquisa, bem acima dos 8% que responderam o mesmo um ano antes, o que representa um aumento de quase 50%, avaliou o site da Information Week.

"O crescimento assustador da população que usa compartilhamento de vídeo está vinculado, no mínimo em parte, à popularidade de sites do tipo entre os homens, adultos jovens (abaixo de 30 anos), e universitários", indica a pesquisa. "Perto de um terço de adultos jovens (30%) conectados vê vídeo em sites como o YouTube no dia-a-dia e um quinto dos homens online (20%) faz o mesmo.

Realizada entre 24 de outubro e 2 de dezembro de 2007, a pesquisa ouviu 2.054 americanos, a partir dos 18 anos, dos quais 1.359 internautas responderam à questão sobre compartilhamento de vídeo.

O estudo completo, em inglês, pode ser acessado pelo endereço: tinyurl.com/26f4lj.

17 Janeiro 2008

O Orkut.com também será OpenSocial

Segundo o serviço de buscas(google), a integração já está em fase de testes e se tornará pública no mês que vem.

Na prática, o OpenSocial, que foi desenvolvido pelo time do Google, permitirá a terceiros desenvolver widgets para rodar dentro do orkut.

O serviço MySpace, por exemplo, já abriu sua plataforma ao OpenSocial e é beneficiado por aplicativos desenvolvidos pela comunidade de usuários e empresas terceiras.

Revista Info(www.info.abril.com.br)

15 Janeiro 2008

TVs do futuro

Telas diferenciadas
As telas OLED se diferenciam principalmente pela espessura ultrafina e pelo brilho. O segredo por trás tecnologia é o uso de materiais orgânicos eletrofosforescentes, que emitem luz própria.

Muito mais finas
Como são emissoras de luz e não apenas refletoras - como no caso do LCD -, as telas OLED podem ser ainda mais finas e oferecem um tempo de resposta mais rápido às mudanças de sinal.

Flexibilidade e resistência
Entre as vantagens telas OLED, destacam-se ainda a flexibilidade e a resistência do material. Como são feitas de polímeros - em outras palavras, plástico -, elas podem ser dobradas.

Data de estréia
O uso da tecnologia em TVs e monitores ainda está em fase de testes, mas tudo indica que a grande estréia pode acontecer em breve. A Sony promete lançar uma TV OLED de 11 polegadas no mercado japonês ainda neste ano.

Limitações tecnológicas
Mas o OLED ainda tem algumas limitações a vencer, do ponto de vista tecnológico, como a durabilidade dos componentes orgânicos da tela, que têm tempo médio de vida de 5 mil horas, inferior ao plasma e ao LCD.
O poder oculto das comunidades
Os movimentos das comunidades virtuais têm se tornado uma prática corriqueira e, aos poucos, as novas estruturas virtuais interagem com o mundo tradicional. Faltam ações efetivamente coletivas.

Por Corinto Meffe
Com Tatiana Al-Chueyr Pereira Martins*

As previsões da era da informação sobre as potencialidades das comunidades virtuais ainda não foram atingidas em sua plenitude. O consultor Hermano Cintra afirma que “os conceitos relacionados a comunidades virtuais ainda estão em seus estágios iniciais” [1].

Existe, no entanto, um aspecto que extrapolou as expectativas: a força da internet.

Capaz de colecionar façanhas, dentre elas a de perturbar um gigante adormecido: a televisão. Se este meio de comunicação tradicional começa a ser ameaçado, deve ser um sinal que alterações em pequenos nichos de poder podem se concretizar com a expansão da grande rede.
No artigo “A Rede que Une”, Andrew Shapiro faz uma reflexão sobre as mudanças ocorridas na sociedade com a chegada da internet. Shapiro aponta que “um dos problemas de se viver em um tempo de grandes mudanças é que muitas vezes temos dificuldades de entender exatamente o que está mudando”.

A mesma dificuldade de “entendimento” pode ser observada em outros aspectos da internet. Tim Berners-Lee, um dos responsáveis pela criação da internet, apontou três expectativas pessoais com relação às mudanças provocadas pela da rede mundial de computadores:
(i) Ter à disposição enormes quantidades de informação e conseguir, ao mesmo tempo, produzi-las;(ii) Trabalhar em equipe de maneira mais eficiente, especialmente superando as barreiras geográficas;(iii) Analisar o que ocorre no interior da sociedade com a chegada da web.
Tendo-se atingido as duas primeiras expectativas, surge o desafio de compreender os reais efeitos da internet sobre a sociedade. Muitos fatores dificultam tal análise: (i) Existe um nível de exclusão digital elevado em boa parte do planeta; (ii) As comunidades de inteligência coletiva ainda são muito incipientes; (iii) A dimensão da real interferência política da internet é objeto raro de pesquisa; e (iv) A maior parte da população que utiliza tecnologias da informação e de comunicação vêem estes bens como meros itens de consumo.

Pode-se verificar, de acordo com as pesquisas apontadas por Shapiro em seu artigo, que pouco se evolui em intervenções presenciais nas comunidades onde a inclusão digital avançou. Surge, então, uma grande dúvida: a democrática internet tem promovido o indivíduo ou o coletivo?
O Brasil tem chamado a atenção pela imensa quantidade de participantes em comunidades virtuais mundiais. Um dos fenômenos é o Orkut, no qual aproximadamente 70% dos mais de 6 milhões dos inscritos são brasileiros. A intensa participação virtual brasileira também tem se repetido no SourceForge e nas comunidades de software livre.
Em paralelo, a participação ativa brasileira na internet, ferramentas como blogs, wikis e fóruns de discussão têm consolidado o conceito de comunidade virtual, evidenciando alterações na estrutura social brasileira, a ponto de dois importantes analistas políticos, Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim, considerarem que a internet teve fator decisivo na última eleição presidencial, no ano de 2006.

Mas, em termos sociais, até que ponto os brasileiros têm utilizado a tecnologia para a melhoria da sociedade e não apenas para usufruto pessoal? A internet tem propiciado aos seus usuários a grande intimidade existente entre habitantes de cidades pequenas, ou tem promovido o anonimato (ou pseudônimo) da vida metropolitana?
Stephen Biggs expressa de modo efetivo este paradoxo [2]: a internet, geralmente vista como uma vila global, tem se mostrado uma verdadeira selva urbana. Oferecendo a promessa de uma existência virtual sem contatos com a vida desconectada - compre de casa, trabalhe de casa, faça terapia de casa - a internet tem “suburbanizado” a existência humana. A grande flexibilidade e liberdade oferecidas pelas relações virtuais têm ocasionado a dispersão das relações pessoais e, o que é pior, da responsabilidade coletiva de cada indivíduo.

Shapiro reflete em seu texto que um dos grandes desafios do mundo virtual é justamente conseguir transformar o poder de aglutinação de comunidades virtuais, de velocidade de troca de informações e de grupos organizados em interferências verdadeiras na sociedade. A evolução, a revolução e a transformação dependem de mudanças estruturais no cotidiano, na práxis social.
Focalizando o contexto brasileiro, constata-se que as comunidades virtuais têm potencializado o contato e a organização de indivíduos em novas estruturas. Comunidades que começaram virtuais - a Comunidade Python Brasil e o Sistema de Inventário CACIC - passam a ter encontros presenciais em eventos como o PyCon Brasil e o Fórum Internacional de Software Livre (FISL). Com o crescimento destas comunidades, surge uma nova dimensão de poder, a qual muitas vezes passa despercebida pelos próprios envolvidos.

Infelizmente, o poder das comunidades virtuais tem sido ignorado pela maioria da população, conforme pode ser observado em situações do nosso cotidiano. De um lado, milhões de brasileiros votam pela rede em programas de TV, como o “Big Brother”. Do outro, campanhas de defesa da Amazônia somam votos que não chegam à casa do milhão.
Embora não seja uma análise qualitativa, os números são discrepantes e temos a mesma quantidade em potencial de votantes - os usuários conectados. Ou seja, se acessa a internet para salvar um rosto bonito do “paredão”, mas não se pode dar mais um clique para participar de uma campanha em prol do maior bioma terrestre do planeta.
Ainda que sem reconhecimento, os movimentos das comunidades virtuais têm se tornado uma prática corriqueira e, aos poucos, as novas estruturas virtuais interagem com o mundo tradicional. O Brasil tem bases sólidas assentadas na direção da interação e integração social. Importante pensarmos em como as comunidades virtuais podem trazer resultados concretos de organização social e da reconfiguração da estrutura de poder vigente.

Apenas tomando-se consciência deste movimento das comunidades virtuais será possível orientá-los para as ações efetivamente coletivas, tornar mais transparente o véu que encobre as relações de poder estabelecidas e reunir o que há de melhor nas comunidades virtuais e tradicionais, em benefício de uma quantidade maior de pessoas. [Webinsider]
* Tatiana Al-Chueyr Pereira Martins é Engenheira de Projetos/Programadora no Centro de Pesquisas Renato Archer

NOTAS:
[1] CINTRA, Hermano José Marques, Gestão do Conhecimento e E-learning na prática, Comunidades Virtuais: Alguns Conceitos e Casos Práticos, Capítulo 25, pág. 207, Elsevier Editora Ltda., Rio de Janeiro, 2003.
[2] BIGGS, Stephen. “Global Village or Urban Jungle: Culture, Self-Construal, and the Internet”. Proceedings of the Media Ecology Association, Volume 1, 2000.
Texto publicado na Revista A Rede, com o título Ação virtual, poder real, em outubro de 2007, nº 30, Momento Editoral Ltda., sob a licença Creative Commons.
Apple anuncia notebook mais fino do mundo
Steve Jobs anunciou nesta terça-feira o lançamento do MacBook Air, o que disse ser o notebook mais fino do mundo, durante a Macworld Expo 2008, que acontece em São Francisco, nos Estados Unidos. Novas funções para o iPhone e iPod também foram apresentadas, além da locação de filmes através da iTunes Store e um HD sem fio. Jobs também anunciou uma nova versão do AppleTV, que possibilitará baixar e ver filmes sem computador.

MacBook AirO "mais fino notebook do mundo" mede 0,4 cm em sua parte mais fina e 1,93 cm em sua parte mais espessa. O aparelho tem tela de 13,3" widescreen, touchpad sensível a múltiplos toques, câmera iSight, teclado com sensor de iluminação, tela OLED.
O MacBook Air vem com HD de 80 GB de 1,8" como modelo standard, mas poderá ser equipado com um disco SSD de 60 GB. O processador é um Intel Core 2 Duo de 1,6 GHz ou 1,8 GHz. O CPU usado no aparelho tem 40% do tamanho convencional. As novidades do processador foram apresentadas por Paul Otellini, CEO da Intel.

O notebook tem ainda uma porta USB 2.0, uma porta Micro-DVI e saída de áudio, além de Wi-Fi 802.11n e Bluetooth 2.1/EDR.
AppleTVA nova versão do AppleTV poderá baixar filmes sem o intermédio de um HD. O aparelho tem qualidade de DVD e HD com Dolby 5.1. A locação de filmes em HD custará US$ 4,99.
A partir de hoje, 100 filmes em HD estarão disponíveis para locação. Por dentro da interface do AppleTV é possível ver uma amostra do filme, além de comprar músicas. O aparelho também faz a sincronização com a biblioteca do iTunes.
O novo AppleTV será vendido por US$ 229.

Time CapsuleO primeiro produto novo anunciado foi o Time Capsule. O aparelho é um HD sem fio que utiliza a função de backup do Time Machine, adequando-se a notebooks, já que os portáteis não estão sempre conectados a um drive externo. O dispositivo, que conecta o computador via airport, vem em dois modelos, um com HD de 500 GB, vendido por US$ 299, e outra com HD de 1 TB, vendido por US$ 499.
Jobs ressaltou que o Leopard é o sistema de maior sucesso da Apple até hoje, tendo vendido 5 milhões de cópias nos primeiros três meses. No total, 20% de todas as máquinas compatívels já fizeram o upgrade.
iPhoneDe acordo com Jobs, o iPhone vendeu uma média de 20 mil telefones por dia desde seu lançamento, há 200 dias. O aparelho receberá novas funções, como localização através da triangulação de antenas, tela customizável e envio de SMS pra múltiplas pessoas.
O upgrade do software está disponível para usuários do iPhone gratuitamente. Usuários do iPod touch poderão ter as mesmas funções por US$ 20.
O pacote para desenvolvimento de software para o aparelho (SDK) será liberado para programadores em fevereiro.

iTunes StoreApesar da loja online iTunes ser a que mais vende no mundo, de acordo com Jobs a expectativa de vendas não foi alcançada. A partir de agora será possível alugar filmes na loja online. Todos os maiores estúdios estão participando do serviço. Touchstone, Miramax, MGM, Lionsgate, Newline, FOx, WB, Disney, Paramount, Universal e Sony colocaram seus filmes para locação na loja.
Os filmes estarão disponíveis 30 dias depois do lançamento em DVD nos Estados Unidos e poderão ser vistos em Macs, PCs, iPods e iPhones.

Os filmes serão locados por US$ 3,99 (lançamento, e US$ 2,99 (catálogo). O usuário tem 30 dias para ver o filme e 24 horas para acabar de assistí-lo, depois de iniciar a tocar o arquivo.
O serviço de locação entra em funcionamento hoje nos Estados Unidos. Uma versão internacional será lançada em breve.

03 Janeiro 2008

O termo Feed vem do verbo em inglês "alimentar".

Na internet, este sistema também é conhecido como "RSS Feeds" (RDF Site Summary ou Really Simple Syndication).

Na prática, Feeds são usados para que um usuário de internet possa acompanhar os novos artigos e demais conteúdo de um site ou blog sem que precise visitar o site em si.

Sempre que um novo conteúdo for publicado em determinado site, o "assinante" do feed poderá ler imediatamente.

Atualmente há 3 principais especificações para a criação de arquivos Feed:
RSS 1.0 - RDF Site Summary 1.0 (RSS-DEV).
RSS 2.0 - Really Simple Syndication 2.0 (Userland).
Atom (IETF).

As versões RSS 1.0 e RSS 2.0 são diferentes, possuem duas organizações que trabalham separadas, isto ocorreu porque após a finalização do grupo de estudos do RSS da Netscape duas organizações continuaram o desenvolvimento separadamente, o que originou duas versões diferentes. A especificação Atom (RFC-4287) é a única publicada por um orgão normatizador, no caso a IETF.

Resumindo arquivos Feeds são listas de atualização de conteúdo de um determinado site, escritos com especificações baseadas em XML. Os usuários incluem o link dos arquivos Feed em seu programa leitor de Feed (agregador) e recebem sem visitar o site as informações sobre as atualizações que ocorreram. Também é possível distribuir arquivos de áudio (podcasts), imagens e vídeo.
Aqui, ali, em qualquer lugar
No mundo globalizado, o que faz a diferença são as pessoas!

Domingo de manhã em Guarulhos, embarque para Buenos Aires em tempos de falidas companhias aéreas: atraso de quase 4 horas no vôo e dessa vez nem é pela confusão do mercado. Ezeiza, o aeroporto porteño estava fechado desde a noite anterior por causa de uma genuína e natural neblina.

Os vôos da manhã não saíram. O meu, quase ao meio-dia, está com 3 horas de atraso. Depois de passar pelo passaporte, resta fazer hora pela área de embarque. Nas TVs, Galvão Bueno narra as últimas voltas do Grande Prêmio da Hungria. Nas prateleiras das 5 ou 6 lojas do saguão, exatamente os mesmos produtos. Os mesmo chocolates, camisas da seleção (que deveriam estar em promoção e nem estavam), acessórios para iPod, mesma marca de café, geléia, mesmas Havaianas. Pelo saguão, mesmos fones brancos nas orelhas dos que ouvem música e os laptops WiFi dos que navegam, tirados das mesmas mochilas que deveriam disfarçar que eles levam um computador, mas já não adiantam. 4 horas depois, em Buenos Aires, pelos corredores do desembarque ‘free-shop’ se repetem, com os mesmos produtos de São Paulo (menos as camisas da seleção brasileira).

As mesmas bandeiras Visa, HSBC, Mastercard. Ligo o celular que fala em roaming automaticamente e os recados e os torpedos chegam pra mim como se nada. A caminho do hotel, reparo nos carros. Faz tempo que não venho pra cá e me dou conta. Os carros são os mesmos: Clio, Gol, 206, Corolla. No hotel me atendem em inglês, apesar do meu porteño praticamente perfeito, herdado da minha mãe argentina.

A TV, Sony como a de casa, traz basicamente os mesmos canais de casa, incluindo o Fantástico pra arrematar a noite de domingo na Globo Internacional. Desço a caminho da casa de uns amigos e o rapaz do hotel me oferece um taxi que ele chama por rádio. Eu digo, ‘não, prefiro pegar um táxi comum’. Estendo a mão na rua e paro um genuíno e sucateado Peugeot sedã preto de capota amarela.

O motorista com cabelos longos e grisalhos com a barba por fazer cai no papo instantaneamente e em menos de quatro quadras vamos da política às diferenças das mulheres no Brasil e na Argentina. No banco de trás do verdadeiro taxi argentino me dou conta: finalmente minha viagem começou! :)